não é fácil. perder, de um momento para o outro, aqueles que mais amamos, aqueles com quem temos toda a confiança, com quem passamos os melhores momentos, a quem confiamos mais da nossa vida. não é fácil ter que acordar de manhã, e fazer tudo que há dias fazíamos com alguém, mas desta vez sozinhos. não é fácil adormecer quando pensamos que amanhã vamos ter que acordar, e vai ser mais um dia a pensar no mesmo. e mais um dia, e outro.
caímos na monotonia. o sorriso aparece menos vezes, a liberdade decresce, a sensação de bem-estar não dura mais do que breves minutos. só nos apetece abraçar quem perdemos. abraçar até sentirmos que é garantido que essa pessoa não volta a deixar-nos. ou, na pior das hipóteses, meter-nos debaixo dos cobertores e não sair de lá até voltarmos a ter os nossos amigos de volta.
é o dia-a-dia de alguém que tem duas das pessoas mais importantes na sua vida longe de si, e que sabe que por mais que faça, durante um ano ninguém vai poder mudar isso.
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